Edson Bindilatti se despede do gelo após 6ª Olimpíada

Baiano encerra trajetória histórica no bobsled em Milão-Cortina 2026 e reforça a educação como legado além do esporte.

Esporte
Edson Bindilatti se despede do gelo após 6ª Olimpíada
Foto: Divulgação

Natural da Bahia, Edson Bindilatti construiu uma das trajetórias mais improváveis do esporte brasileiro. Em uma modalidade disputada no gelo, com trenós que superam 130 km/h, ele se transformou em referência nacional no bobsled. Ao longo de mais de duas décadas, representou o país em seis edições dos Jogos Olímpicos de Inverno, de Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City 2002 até Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026.

Na edição mais recente, realizada em fevereiro na Itália, Bindilatti disputou a prova do two-man (duplas) e terminou na 24ª colocação. Embora o resultado não tenha levado ao pódio, marcou um momento simbólico em sua carreira. Além disso, ele foi escolhido porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento, reconhecimento que coroou sua trajetória histórica no gelo.

Diretamente de Cortina d’Ampezzo, o piloto destacou a emoção de competir novamente no maior palco do esporte mundial. “Essa é a minha sexta participação olímpica, e é sempre uma emoção enorme representar o Brasil em uma competição desse nível”, afirmou. Segundo ele, o bobsled exige precisão, estratégia e coragem para enfrentar curvas em alta velocidade.

De atleta a piloto: liderança em milésimos de segundo

Com o passar dos anos, Bindilatti deixou de ser apenas integrante da equipe e assumiu o posto de piloto do trenó brasileiro. A função exige liderança técnica, leitura precisa da pista e decisões tomadas em frações de segundo. Por isso, ele se consolidou como peça-chave no desenvolvimento do bobsled nacional.

Consequentemente, sua atuação ultrapassou resultados. Ele ajudou a estruturar a modalidade no país e abriu caminhos para novos atletas. Assim, tornou-se símbolo de persistência em um esporte pouco tradicional no Brasil.

Educação como legado além das pistas

Paralelamente ao alto rendimento, o atleta investiu na formação acadêmica. Ele concluiu a pós-graduação em Gestão de Negócios, Marketing e Comunicação nos Esportes pela Universidade Estácio de Sá. A iniciativa contou com apoio do Instituto Yduqs e do Instituto Olímpico Brasileiro, braço educacional do Comitê Olímpico do Brasil.

Em depoimento, Bindilatti ressaltou o impacto da qualificação em sua jornada. Ele afirmou que a educação ampliou sua visão estratégica, fortaleceu sua preparação mental e abriu novas possibilidades para o futuro. Dessa forma, reforçou que o desenvolvimento profissional vai além das competições.

Ao se despedir das pistas, Edson Bindilatti deixa um legado de pioneirismo no bobsled brasileiro. Mais do que marcas esportivas, ele consolida uma mensagem clara: esporte e educação caminham juntos na construção de novas etapas de carreira. Portanto, sua história inspira atletas e mostra como talento e oportunidade podem gerar transformação social.

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