Agência sanitária alerta para efeitos graves de canetas emagrecedoras
Agência reforça necessidade de prescrição médica e monitoramento diante do aumento de notificações de efeitos adversos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta segunda-feira (9), um alerta de farmacovigilância sobre o uso inadequado dos medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. O comunicado destaca o aumento das notificações de efeitos adversos no Brasil e no exterior.
O grupo inclui substâncias como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. A agência reforça que esses medicamentos devem ser utilizados apenas conforme as indicações aprovadas em bula, sempre com prescrição e acompanhamento médico.
Segundo a Anvisa, o monitoramento profissional é necessário devido ao risco de eventos adversos graves, como pancreatite aguda, inclusive em formas severas. Apesar do alerta, a agência informou que não houve alteração na relação entre riscos e benefícios quando os medicamentos são utilizados corretamente.
Dados do órgão apontam que, entre 2020 e dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos no país, incluindo seis casos suspeitos com desfecho de óbito. Desde 2025, a venda desses medicamentos exige retenção da receita médica, válida por até 90 dias.
A Anvisa orienta que pacientes procurem atendimento médico imediato em caso de dor abdominal intensa e persistente, acompanhada de náuseas ou vômitos. Profissionais de saúde devem interromper o tratamento caso haja suspeita de reação adversa e registrar ocorrências no sistema VigiMed para monitoramento contínuo da segurança dos medicamentos.



Comentários: