BC corta Selic após quase 2 anos

Copom reduz juros para 14,75% e adota cautela diante de tensões no Oriente Médio

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BC corta Selic após quase 2 anos
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Selic cai pela primeira vez em quase dois anos

O Banco Central do Brasil voltou a reduzir a taxa básica de juros após um longo período de estabilidade.

Por decisão unânime, o Comitê de Política Monetária cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, fixando a taxa em 14,75% ao ano.

O movimento já era esperado pelo mercado financeiro e marca uma mudança importante na condução da política monetária em 2026.


🌍 Cenário externo exige cautela

Apesar do corte, o Banco Central reforçou um tom prudente. No comunicado oficial, o Copom destacou que o aumento das incertezas, especialmente devido à guerra no Oriente Médio, pode impactar a inflação e a economia global.

A autoridade monetária não descarta ajustar o ritmo de cortes caso o cenário externo pressione os preços.

Segundo o colegiado, as próximas decisões dependerão da evolução dos dados econômicos e da intensidade dos impactos do conflito.


📊 Histórico recente da taxa de juros

A Selic estava em 15% ao ano desde junho de 2025, após uma sequência de altas iniciada em setembro do mesmo ano.

A última redução havia ocorrido em maio de 2024, quando a taxa passou de 10,75% para 10,5% ao ano. Desde então, o ciclo de aperto monetário dominou o cenário até este novo corte.


📈 Inflação segue no radar

O principal objetivo da Selic é controlar a inflação oficial, medida pelo IPCA.

Em fevereiro, o índice registrou alta de 0,7%, influenciado principalmente pelo aumento das mensalidades escolares.

No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.


🎯 Nova meta contínua de inflação

Desde janeiro de 2026, o Brasil adotou o modelo de meta contínua. O objetivo é manter a inflação em 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Diferente do sistema anterior, a verificação agora é feita mês a mês, considerando sempre o acumulado em 12 meses — o que torna o acompanhamento mais dinâmico.


🔎 Projeções para 2026

No último relatório do Banco Central, a previsão para o IPCA em 2026 foi reduzida para 3,5%, embora o número deva ser revisado diante das oscilações do dólar e do cenário global.

Já o mercado financeiro, segundo o boletim Focus, projeta inflação de 4,1% — ainda dentro do teto da meta, mas acima das estimativas anteriores.


💳 Crédito mais barato e impacto na economia

A redução da Selic tende a estimular a atividade econômica. Juros menores facilitam o acesso ao crédito, incentivando o consumo e os investimentos.

Por outro lado, esse movimento pode dificultar o controle da inflação, exigindo equilíbrio nas próximas decisões do Banco Central.

A expectativa da autoridade monetária é de crescimento de 1,6% do PIB em 2026, enquanto o mercado projeta uma expansão um pouco maior, de 1,83%.


⚖️ Como a Selic influencia o dia a dia

A taxa básica serve como referência para todas as demais taxas de juros do país. Ela impacta diretamente financiamentos, empréstimos e aplicações financeiras.

Quando sobe, o crédito fica mais caro e o consumo tende a desacelerar. Quando cai, ocorre o contrário: o dinheiro circula mais, impulsionando a economia.

Fonte: Agência Brasil

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