Carnê volta a ganhar espaço no varejo
Com juros altos, GBarbosa aposta no crédito direto para venda de eletrodomésticos

O carnê voltou ao centro das estratégias do varejo brasileiro. Em cenário de juros elevados e crédito mais restrito, a modalidade reaparece como alternativa para ampliar o acesso ao consumo.
Com a taxa básica em torno de 15% ao ano e limites menores nos cartões, muitos consumidores buscam parcelas fixas e previsíveis. O modelo tradicional de pagamento passa a ser visto como solução prática no orçamento familiar.
No Nordeste, a rede GBarbosa retomou o carnê para a venda de eletrodomésticos. A opção é oferecida diretamente no balcão das lojas.
Durante a última Black Friday, o parcelamento em até 36 vezes foi um dos destaques nas unidades Eletro Show. Geladeiras, televisores, ar-condicionado e itens de linha branca lideraram a procura.
Fora das grandes campanhas, o pagamento pode ser feito em até 24 parcelas fixas por boleto bancário. Não há exigência de entrada, e a primeira prestação vence em 30 ou 45 dias após a compra.
Para solicitar, o cliente deve apresentar documento oficial com foto. Após pré-aprovação, são exigidos comprovantes de renda e residência.
Avaliação econômica
Para o economista Rodrigo Rocha, o carnê segue relevante no Brasil. Ele destaca a facilidade de acesso e a previsibilidade das parcelas como pontos positivos.
Segundo o especialista, o modelo contribui para maior controle financeiro, principalmente em um contexto de inflação persistente. Também amplia o consumo em regiões com menor acesso a serviços bancários.
Do lado das empresas, a modalidade fortalece a fidelização e amplia o público atendido. O crédito próprio permite alcançar consumidores que enfrentam restrições no sistema bancário tradicional.




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