Empresariado baiano discute mudanças na escala 6×1

ACB reúne setor produtivo para debater impactos econômicos e aumento de custos caso proposta avance

Bahia
Empresariado baiano discute mudanças na escala 6×1
Foto: Divulgação

A proposta de mudança na escala de trabalho 6×1, que vem sendo discutida nacionalmente, despertou atenção do setor produtivo baiano. Na segunda-feira (16), a Associação Comercial da Bahia (ACB) promoveu reunião com representantes de diferentes segmentos para debater os impactos econômicos da medida.

O objetivo do encontro foi reforçar a mobilização do empresariado contra alterações que, na avaliação das entidades, podem comprometer a competitividade das empresas e a geração de empregos.


Empresas alertam para impactos em custos e empregos

Participaram da reunião representantes da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), Fecomércio-BA, Sindilojas, Associação Brasileira de Shopping Centers – Abrasce e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Abrasel-BA.

Segundo os participantes, se os custos de operação aumentarem, eles serão repassados para o consumidor, e empresas que não conseguirem absorver os impactos poderão reduzir contratações, elevando o desemprego.


ACB defende participação ativa do empresariado

Para a presidente da ACB, Isabela Suarez, o empresariado precisa assumir papel mais ativo nas discussões que impactam a economia e a geração de empregos. “O Brasil olha pouco para quem gera 80% dos empregos. Quando se discute mudanças sem ouvir quem está na ponta, corre-se risco de criar distorções que impactam diretamente o emprego e os custos das empresas”, afirmou.

O presidente do Conselho Superior da ACB, Paulo Cavalcanti, reforçou que o associativismo é essencial para garantir participação do setor produtivo em debates institucionais que afetam a economia.


Bares e restaurantes são os mais preocupados

Entre os setores mais impactados estão bares e restaurantes, que operam com jornadas intensivas. Luiz Henrique do Amaral alertou que a medida pode elevar os custos operacionais em até 20%, refletindo em aumento de 7% a 8% nos preços ao consumidor.

O empresário Ademar Lemos Passos destacou que a iniciativa da ACB ajuda a ampliar o debate e traz luz à realidade de setores que funcionam diariamente e dependem de escalas de trabalho para manter operações.


Conclusão: debate precisa ser amplo e responsável

O empresariado baiano reforça que qualquer alteração na escala 6×1 deve considerar a realidade das empresas e o impacto na economia, evitando decisões unilaterais que aumentem custos, comprometam empregos e desestabilizem cadeias produtivas.

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