Imposto de Renda: Entra em vigor isenção para quem ganha até R$ 5 mil

Novo modelo começa a valer nesta quinta e beneficia cerca de 15 milhões de brasileiros

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Imposto de Renda: Entra em vigor isenção para quem ganha até R$ 5 mil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A reforma do Imposto de Renda (IR), sancionada em novembro, entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) e trouxe mudanças significativas para trabalhadores, investidores e contribuintes de alta renda. A principal novidade é a ampliação da faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês.

Com a nova regra, cerca de 15 milhões de brasileiros passam a ficar totalmente isentos do imposto, segundo o governo. Atualmente, a isenção alcançava apenas rendimentos de até dois salários mínimos. A medida representa uma renúncia fiscal estimada em R$ 25,4 bilhões.

Além disso, foi criada uma faixa de desconto gradual para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 mensais. Nesse intervalo, o imposto diminui progressivamente, evitando saltos bruscos na tributação. Para salários acima desse valor, nada muda, mantendo-se a tabela progressiva atual, com alíquota máxima de 27,5%.

A mudança já é sentida no desconto em folha. Quem se enquadra na nova isenção ou no abatimento parcial deixa de ter a retenção integral do IR no salário de janeiro. No entanto, a declaração de 2026 não sofre alteração, pois se refere ao ano-base 2025. O novo modelo só será plenamente ajustado na declaração de 2027.

Para compensar a perda de arrecadação, a reforma criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), que atinge rendas anuais acima de R$ 600 mil. A alíquota é progressiva, chegando a até 10% para quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano. A estimativa é que cerca de 141 mil contribuintes sejam impactados.

Outra mudança relevante é a tributação de dividendos. A partir de agora, valores acima de R$ 50 mil por mês, pagos por uma única empresa à pessoa física, terão retenção de 10% na fonte. O imposto poderá ser compensado na declaração anual.

A reforma redesenha a tributação da renda no país. Embora os primeiros efeitos já apareçam no salário, o impacto completo só será percebido a partir da declaração do Imposto de Renda de 2027.

Fonte: Agência Brasil

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