Líder de facção do sul da Bahia é capturado na Bolívia
Foragido incluído no Baralho do Crime da SSP-BA tinha dois mandados de prisão por homicídio

Um foragido da Justiça considerado de alta periculosidade foi preso nesta quarta-feira (4) em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ele é apontado como líder de uma organização criminosa com atuação predominante no sul da Bahia. A captura ocorreu durante uma ação integrada de cooperação policial nacional e internacional.
O preso foi identificado como Cosme Câmara de Oliveira Filho, conhecido como “Pilão”. Ele figurava como o “7 de Espadas” no Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). Contra o investigado, havia dois mandados de prisão em aberto.
O primeiro mandado era de recaptura por homicídio qualificado. O segundo correspondia a uma prisão definitiva, após condenação transitada em julgado a 21 anos de reclusão, em regime fechado. O crime também foi classificado como homicídio duplamente qualificado, cometido durante um evento público.
As investigações indicam que o tráfico de drogas era a principal fonte de renda do suspeito. A atuação criminosa incluía ainda homicídios, crimes violentos contra o patrimônio, extorsões e transporte clandestino. As apurações apontam que parte das articulações era realizada, inclusive, a partir de unidades prisionais.
Segundo a Polícia Civil, o investigado exercia forte influência criminosa no município de Ilhéus. Ele mantinha conexões interestaduais e demonstrava interesse na expansão territorial para áreas controladas por grupos rivais. Mesmo foragido, continuava exercendo papel de liderança, com capacidade de comando à distância.
De acordo com o delegado André Aragão, coordenador regional da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Ilhéus), a prisão representa um avanço no enfrentamento ao crime organizado na região. O investigado foi localizado após trabalho de inteligência realizado em cooperação entre forças de segurança.
A ação contou com a participação da Polícia Civil da Bahia, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, da Polícia Federal e do Centro de Cooperação Policial Internacional. As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e avançar na desarticulação de sua estrutura financeira e operacional.




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