Operação Dead Hand desarticula esquema no DPT da Bahia
Polícia Civil investiga furto de veículos apreendidos e crimes contra o Estado em Salvador

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a segunda fase da Operação Dead Hand. A ação tem como alvo uma associação criminosa investigada por crimes contra o Estado.
O grupo é suspeito de peculato-furto, roubo de veículos, adulteração de sinais identificadores e comércio ilegal de armas de fogo. A operação resultou no cumprimento de mandados judiciais em Salvador.
Durante a ofensiva, foram apreendidos R$ 22 mil em espécie, uma pistola calibre 9 mm e localizados veículos com indícios de adulteração. Uma motocicleta foi confirmada com restrição de furto.
As investigações indicam que os suspeitos atuavam no furto sistemático de carros e motos apreendidos. Os veículos estavam sob custódia no pátio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), no bairro do Garcia.
Os desaparecimentos vinham sendo registrados desde 2024. Parte dos bens aguardava perícia, enquanto outros já haviam passado por procedimentos técnicos.
A operação é coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC). Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão.
As diligências ocorreram nos bairros do Iapi, Pernambués e Jardim das Margaridas. Durante o cumprimento das ordens judiciais, houve confronto com um dos alvos.
O suspeito, identificado como Tássio Diorgenes dos Santos, foi baleado, socorrido, mas não resistiu. Ele possuía antecedentes por tráfico de drogas e roubo de veículos.
Segundo a Polícia Civil, dois dos presos tinham ligação com o DPT. Um era ex-funcionário terceirizado e o outro atuava como terceirizado em atividade no órgão.
Eles teriam utilizado o acesso às funções para repassar informações privilegiadas. O esquema incluía dados sobre veículos, chaves e facilitação da retirada irregular do pátio.
A organização também contava com apoio externo. Terceiros eram responsáveis pela adulteração dos sinais identificadores e pela comercialização ilegal dos veículos.
A operação mobilizou 133 agentes de segurança pública, distribuídos em 34 equipes. Participaram unidades do DEIC, DHPP, DPMCV e do Departamento de Polícia Técnica.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos. A Polícia Civil também busca aprofundar a responsabilização criminal e consolidar as provas reunidas.




Comentários: