Operação mira grupo que furtava joalherias

Polícia Civil cumpre 83 mandados e apreende aeronave usada por organização criminosa

Bahia
Operação mira grupo que furtava joalherias
Foto: Ascom-PCBA

Operação policial combate furtos a joalherias

Uma operação policial de grande porte foi deflagrada nesta quarta-feira (1º) para desarticular uma organização criminosa especializada em furtos a joalherias. A ação, denominada Operação Diamante de Sangue, é conduzida pela Polícia Civil da Bahia.

Segundo as investigações, o grupo atuava em diversos estados e causou prejuízos milionários. Um dos crimes ocorreu em Salvador, no início de 2025, com perdas superiores a R$ 1 milhão.


83 mandados judiciais são cumpridos

Ao todo, estão sendo cumpridos 83 mandados judiciais, incluindo prisões preventivas, buscas e apreensões, além de bloqueio de bens.

Entre os itens sequestrados está uma aeronave avaliada em cerca de R$ 800 mil. O equipamento foi localizado em uma pista clandestina e seria utilizado para transporte de drogas e apoio logístico às ações do grupo.


Esquema criminoso era altamente organizado

As apurações apontam que a organização possuía estrutura definida e divisão de tarefas. Nos furtos a joalherias, os integrantes realizavam estudos prévios dos locais e utilizavam acesso pelo teto dos estabelecimentos.

Para executar os crimes, o grupo empregava equipamentos capazes de neutralizar sistemas de alarme, o que demonstra alto nível de planejamento e sofisticação.


Golpes financeiros também são investigados

Além dos furtos, os investigados são suspeitos de envolvimento em estelionatos, como o chamado “golpe do aniversário”.

Nessa prática, vítimas — principalmente idosos — eram abordadas sob o pretexto de receber presentes. Durante a ação, os criminosos capturavam dados bancários por meio de dispositivos eletrônicos e realizavam transações fraudulentas.

Os crimes foram registrados em estados como Ceará e Paraíba, ampliando o alcance da organização.


Movimentações financeiras levantaram suspeitas

As investigações também identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas entre os envolvidos.

De acordo com a polícia, o grupo utilizava contas de terceiros para fragmentar valores e dificultar o rastreamento do dinheiro obtido de forma ilícita, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro.


Ação integrada entre estados

A operação é coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), com atuação da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Salvador.

A ação conta com apoio de forças de segurança de diversos estados, incluindo Sergipe, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e Roraima, além da Polícia Rodoviária Federal.


Investigações continuam

As diligências seguem em andamento, com o objetivo de identificar outros envolvidos e ampliar o alcance das medidas judiciais.

A operação reforça o combate ao crime organizado e a atuação integrada das forças de segurança no enfrentamento a práticas criminosas de grande escala.

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