Operação prende 11 suspeitos ligados ao tráfico na Bahia
Polícia Civil mira organização criminosa com atuação em Simões Filho e ligação com morte de Mãe Bernadete

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Cluster em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A ação resultou na prisão de 11 suspeitos de integrar uma organização criminosa com forte atuação na região.
Ao todo, os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva. A ofensiva foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que conduz as investigações sobre o grupo.
Grupo atuava com tráfico de drogas e armas
Segundo as investigações, a organização criminosa operava de forma estruturada e com divisão de funções. Os integrantes atuavam no tráfico de drogas, no comércio ilegal de armas de fogo e em crimes violentos registrados na região.
Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, documentos e cadernos com anotações detalhadas das atividades criminosas. Esse material será analisado e deve ajudar no avanço das investigações.
Além disso, entre os presos estão uma mulher apontada como responsável pela parte financeira do grupo e um homem que atuava na logística das ações criminosas. Outros nove suspeitos também foram capturados por envolvimento direto no tráfico.
Ligação com a morte de Mãe Bernadete
As apurações indicam que integrantes da organização possuem envolvimento no assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico. O crime ocorreu em agosto de 2023 e teve grande repercussão na Bahia.
Com o avanço das investigações, a Justiça autorizou novos mandados de prisão contra suspeitos já custodiados. Além disso, um dos investigados segue foragido e é considerado peça-chave no caso.
Força-tarefa reforça combate ao crime organizado
A operação contou com apoio de diversas unidades especializadas da Polícia Civil da Bahia. Participaram equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), do Departamento de Investigações Criminais (Deic) e do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco).
Também atuaram a Polinter e o Departamento de Polícia Técnica, responsáveis pela análise dos materiais apreendidos. As equipes seguem mobilizadas, enquanto novas diligências devem aprofundar o caso.




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