PF investiga fraude em licitação em Lauro de Freitas

Operação apura desvio milionário na compra de tablets para rede municipal de ensino

Bahia
PF investiga fraude em licitação em Lauro de Freitas
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União, deflagrou nesta terça-feira (17) a Operação Nota de Conceito. A ação investiga suspeitas de fraude em licitação e desvio de recursos públicos na Prefeitura de Lauro de Freitas. O foco é a contratação de uma empresa para fornecer soluções educacionais digitais.

De acordo com as investigações, o contrato previa a oferta de ensino à distância para o ensino fundamental, incluindo a entrega de 21.300 tablets à rede municipal. A iniciativa estava sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação. No entanto, os indícios apontam irregularidades desde a fase inicial do processo.

Os investigadores identificaram que a licitação teria sido estruturada para limitar a concorrência. Além disso, houve possível direcionamento para beneficiar uma empresa específica. Também foram incluídos itens indevidos, com o objetivo de inflar os valores da contratação acima dos preços praticados no mercado.

Outro ponto relevante envolve o uso de documentos falsos durante o processo. Segundo a apuração, fraudes ocorreram tanto na fase licitatória quanto na execução do contrato. Inclusive, um termo aditivo teria sido firmado com base em cotações manipuladas, o que elevou ainda mais os custos.

As investigações revelam ainda que, apesar de a empresa vencedora ser sediada em Salvador, os serviços foram executados por outra companhia, localizada em Santa Catarina. Mesmo assim, a Prefeitura de Lauro de Freitas realizou pagamentos que somam cerca de R$ 16,4 milhões, o que levanta suspeitas de superfaturamento.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além de sequestro de bens. As ações ocorreram nas cidades de Salvador e Lauro de Freitas, por determinação da Justiça Federal. Ao todo, 25 policiais federais e equipes da CGU participaram da ofensiva.

Os investigados poderão responder por crimes como fraude em licitação, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As apurações seguem em andamento.

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