Trump afirma ter capturado Nicolás Maduro após ataque dos EUA à Venezuela
Declaração gera reação imediata do governo venezuelano, que decreta estado de emergência e convoca mobilização nacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças norte-americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi publicada na rede Truth Social e provocou forte repercussão internacional.
Segundo Trump, a operação militar contou com a atuação conjunta das forças de segurança dos Estados Unidos e teve como alvo pontos estratégicos da capital Caracas. O presidente norte-americano declarou ainda que Maduro e sua esposa teriam sido retirados do país após a ação.
No entanto, Trump não informou o destino de Nicolás Maduro. Ainda assim, anunciou que uma coletiva de imprensa será realizada nas próximas horas para detalhar a operação militar e seus desdobramentos.
Em resposta, o governo da Venezuela divulgou um comunicado oficial acusando os Estados Unidos de agressão militar. De acordo com o texto, explosões atingiram áreas civis e militares de Caracas, além dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Diante do cenário, o governo venezuelano decretou estado de comoção exterior e convocou a mobilização das forças sociais, políticas e militares. Autoridades locais classificaram a situação como uma ameaça direta à soberania nacional.
Relatos de moradores indicam que ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em cerca de 30 minutos. Além disso, houve tremores, sobrevoo de aeronaves em baixa altitude, correria nas ruas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça próximas a instalações militares e intensa movimentação aérea. Até o momento, o governo venezuelano não confirmou oficialmente a captura de Nicolás Maduro.
O episódio ocorre poucos dias após Maduro afirmar que estaria disposto a dialogar com Donald Trump. A tensão entre os países aumentou desde agosto, quando os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações sobre o líder venezuelano.
Líderes internacionais também reagiram. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que Caracas estaria sendo bombardeada e pediu uma reunião urgente da OEA e da ONU para tratar da crise.




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