Bahia prevê orçamento de R$ 90,9 bilhões para 2027
PLOA enviado à ALBA prevê R$ 61,6 bilhões para a área social e R$ 9,8 bilhões em investimentos no próximo ano.

O Governo da Bahia prevê R$ 90,9 bilhões em recursos para 2027. O valor consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), encaminhado pelo Poder Executivo à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nesta quarta-feira (30).
A proposta reúne os Orçamentos Fiscal, da Seguridade Social e de Investimento das Empresas. Em comparação com o orçamento previsto para 2026, o montante representa um aumento de 17,4%.
A elaboração do projeto ficou sob coordenação da Secretaria do Planejamento (Seplan), em conjunto com as demais secretarias e órgãos estaduais. O texto também leva em consideração as estimativas de receitas que devem financiar as despesas previstas para o próximo exercício.
Saúde e Educação concentram recursos
A área social terá R$ 61,6 bilhões no orçamento projetado para 2027. O montante é 13,2% maior que o previsto para 2026.
Entre as principais destinações estão R$ 14,9 bilhões para a Saúde, R$ 14,5 bilhões para a Educação e R$ 8,5 bilhões para a Segurança Pública.
O projeto ainda reserva R$ 14,3 bilhões para a Previdência Social, R$ 2 bilhões para Saneamento e R$ 1,6 bilhão para Assistência Social e Direitos da Cidadania.
Obras e infraestrutura
A área de infraestrutura e desenvolvimento econômico deverá contar com cerca de R$ 4,4 bilhões.
O PLOA prevê a ampliação dos recursos destinados aos transportes e a continuidade de projetos considerados estruturantes para a mobilidade e a logística.
Entre as obras citadas estão o VLT de Salvador, a expansão do sistema metroviário, a Ponte Salvador-Itaparica e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).
Os investimentos previstos nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social chegam a R$ 9,8 bilhões, o que representa crescimento de 25,7% em relação a 2026.
Projeções para a economia em 2027
A proposta orçamentária foi elaborada considerando uma previsão de crescimento de 2% do PIB da Bahia em 2027.
O cenário utilizado pelo governo também considera IPCA de 4,2%, taxa Selic de 12% no fim do período e cotação de R$ 5,30 por dólar.
A mensagem encaminhada junto ao projeto aponta ainda um ambiente internacional marcado por incertezas relacionadas a tensões geopolíticas e comerciais.




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