Brasil nega visto a enviados dos EUA em meio ao debate sobre urnas

Governo brasileiro recusou a entrada de dois funcionários do Departamento de Estado após pedido para tratar de temas relacionados às eleições.

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Brasil nega visto a enviados dos EUA em meio ao debate sobre urnas
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Brasil negou visto a enviados dos EUA que pretendiam visitar o país para conversar com autoridades eleitorais sobre temas ligados à liberdade de expressão durante o processo eleitoral. A decisão foi confirmada neste sábado (25) pelo Ministério das Relações Exteriores e envolveu dois integrantes do Departamento de Estado norte-americano.

Os vistos, recusados no dia 24, eram destinados ao subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e ao subsecretário adjunto Samuel Samson. Segundo o governo brasileiro, os representantes dos Estados Unidos manifestaram interesse em dialogar com autoridades eleitorais sobre as eleições de outubro.

Governo apontou contexto político para a decisão

De acordo com o Itamaraty, o pedido de visto ocorreu logo após um encontro entre diplomatas e políticos brasileiros que levantaram questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Na avaliação do governo, a visita, naquele contexto, poderia representar uma instrumentalização política durante o período eleitoral, motivo que levou à negativa.

Debate sobre urnas voltou ao centro das discussões

O tema ganhou repercussão após o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmar, durante um evento com diplomatas realizado em Brasília, que as urnas eletrônicas brasileiras seriam produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic. A declaração foi feita sem apresentação de provas.

Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras. O tribunal destacou que os equipamentos são desenvolvidos por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral e produzidos sob coordenação direta do TSE por empresas contratadas por meio de licitações públicas, procedimento que, segundo a Corte, reforça a segurança e a transparência do processo eleitoral.

Fonte: Agência Brasil

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