Projeto propõe combate ao machismo nas escolas da Bahia

Iniciativa prevê ações contínuas de educação, conscientização e prevenção da violência de gênero na rede estadual de ensino.

Bahia
Projeto propõe combate ao machismo nas escolas da Bahia
Foto: AscomALBA/ AgênciaALBA

Um projeto de lei apresentado pelo deputado Hilton Coelho, na Assembleia Legislativa da Bahia, propõe a criação da Campanha Permanente de Combate ao Machismo e de Valorização das Mulheres na rede estadual de ensino.

A iniciativa coloca a educação como eixo central no enfrentamento à desigualdade de gênero e à violência contra mulheres, com foco na formação de uma cultura de respeito desde a base escolar.

Ações contínuas e participação da comunidade

O projeto prevê a criação de equipes multidisciplinares nas escolas, envolvendo professores, estudantes e membros da comunidade escolar.

Esses grupos terão a missão de promover ações permanentes de conscientização, formação e prevenção de violências como assédio, abuso e discriminação.

A proposta aposta no diálogo e na educação como ferramentas essenciais para transformar comportamentos e reduzir práticas machistas no ambiente escolar.

Capacitação e mudanças nas normas escolares

Entre os principais pontos do projeto, estão a capacitação de profissionais da educação e a inclusão de normas específicas contra práticas machistas nos regimentos escolares.

Além disso, o texto prevê a realização de campanhas educativas ao longo de todo o ano letivo, ampliando o debate sobre igualdade de gênero dentro das escolas.

Também está prevista a criação da Semana de Combate à Opressão de Gênero, preferencialmente no período de 25 de novembro, data reconhecida internacionalmente pela luta contra a violência à mulher.

Educação como ferramenta de transformação social

Segundo Hilton Coelho, o machismo é um comportamento aprendido e reproduzido diariamente, o que exige ações contínuas dentro das instituições de ensino.

Para o parlamentar, combater esse problema na raiz é fundamental para enfrentar casos mais graves, como o feminicídio.

Ele também ressalta que a escola não está isolada das desigualdades sociais e, muitas vezes, acaba reproduzindo práticas presentes na sociedade.

Impacto das redes sociais e urgência do debate

O projeto também surge como resposta ao avanço de conteúdos misóginos, especialmente nas redes sociais, que influenciam diretamente a formação de jovens.

De acordo com o deputado, há uma crescente normalização de discursos de ódio e violência contra mulheres, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à educação crítica.

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