Desenrola 2.0 deve liberar FGTS para dívidas

Novo programa pode oferecer até 90% de desconto e atingir milhões de brasileiros

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Desenrola 2.0 deve liberar FGTS para dívidas
Ministro Dario Durigan – Paulo Pinto/Agência Brasil

O governo federal deve anunciar ainda esta semana uma nova versão do programa de renegociação de dívidas, conhecida como Desenrola 2.0, com uma novidade que pode impactar diretamente milhões de brasileiros: a possibilidade de usar o FGTS para quitar débitos.

A medida, confirmada pelo ministro da Fazenda Dario Durigan, integra a estratégia do governo para reduzir a inadimplência no país e aliviar o orçamento das famílias em um cenário de juros ainda elevados.

💰 Como vai funcionar o Desenrola 2.0

O novo modelo do programa deve permitir que trabalhadores utilizem parte do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) como garantia na renegociação de dívidas.

Segundo o ministro, haverá um limite para esse uso. Ou seja, o valor disponível para saque será restrito a um percentual do saldo e vinculado diretamente ao pagamento das dívidas negociadas.

Essa limitação busca preservar o fundo e evitar o comprometimento integral do recurso, que também é utilizado em situações como demissão e aquisição de imóvel.

📉 Descontos podem chegar a 90%

Um dos principais atrativos do Desenrola 2.0 é o potencial de redução significativa das dívidas. A expectativa do governo é que os descontos possam alcançar até 90% do valor total.

A medida deve focar principalmente em dívidas consideradas mais caras, como:

  • Cartão de crédito
  • Crédito direto ao consumidor (CDC)
  • Cheque especial

Essas modalidades costumam ter juros elevados, que dificultam a quitação e mantêm muitas famílias em um ciclo de endividamento.

🏦 Acordo com bancos e garantia do governo

Para viabilizar o programa, o governo concluiu negociações com as principais instituições financeiras do país. Entre os participantes estão bancos como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander.

Além disso, o Desenrola 2.0 contará com recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que dará suporte às renegociações e reduzirá os riscos para os bancos.

Em contrapartida, as instituições financeiras deverão oferecer condições mais vantajosas, incluindo taxas de juros inferiores às praticadas atualmente.

📊 Impacto esperado na economia

A expectativa do governo é que o programa alcance dezenas de milhões de brasileiros. Na edição anterior, realizada em 2023, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram dívidas que somaram mais de R$ 53 bilhões.

Com a nova versão, o objetivo é ampliar esse alcance e contribuir para a recuperação do consumo, já que famílias menos endividadas tendem a voltar a movimentar a economia.

⚠️ Medida será pontual

Apesar do impacto, o governo reforça que o Desenrola 2.0 terá caráter excepcional. A proposta não é criar um programa recorrente de renegociação, como ocorre em modelos de refinanciamento fiscal.

A iniciativa surge em um contexto econômico específico, marcado por juros altos e pressão sobre o orçamento das famílias.

📍 O que esperar do anúncio

O lançamento oficial deve ocorrer nos próximos dias, após a conclusão das negociações entre governo e instituições financeiras.

A expectativa é de que o programa traga regras detalhadas, critérios de participação e prazos para adesão.

Até lá, o Desenrola 2.0 já desperta atenção por reunir três fatores decisivos: uso do FGTS, descontos elevados e potencial de alcance nacional — elementos que podem redefinir o cenário da inadimplência no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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