PGR apoia lei ambiental urbana e anima setor

Parecer favorável à lei das APPs urbanas reforça segurança jurídica e impulsiona planejamento sustentável nas cidades

Bahia
PGR apoia lei ambiental urbana e anima setor
Isabela Suarez e Georges Humbert – Foto: Divulgação

PGR apoia lei de APPs urbanas e fortalece segurança jurídica

A manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) a favor da constitucionalidade da Lei nº 14.285/2021 marca um ponto de inflexão no debate sobre preservação ambiental nas cidades brasileiras. O posicionamento, considerado estratégico por especialistas, abre caminho para um modelo mais equilibrado entre proteção ambiental e desenvolvimento urbano.

A chamada lei de APPs urbanas permite diferenciar regras de preservação entre áreas urbanas e rurais — uma demanda antiga de gestores públicos e entidades ligadas ao urbanismo.


Entenda o que muda com a lei

Flexibilidade com critérios técnicos

O parecer assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet Branco foi apresentado no âmbito da ADI 7.146/DF, em análise no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PGR, a legislação:

  • Não representa retrocesso ambiental
  • Mantém restrições em áreas de risco
  • Exige respeito a planos urbanísticos e ambientais

Na prática, a norma autoriza que municípios definam faixas de preservação em áreas urbanas consolidadas, desde que respeitem critérios técnicos.


Municípios ganham protagonismo

Um dos pontos centrais do parecer é o reforço do pacto federativo. A PGR reconhece que cidades possuem realidades distintas e, por isso, precisam de autonomia para planejar seu território.

Para a Associação Comercial da Bahia (ACB), o entendimento fortalece a governança local e reduz inseguranças jurídicas que travavam projetos urbanos.

Visão do setor produtivo

A presidente da ACB, Isabela Suarez, avalia que o posicionamento representa avanço relevante:

“O reconhecimento das especificidades urbanas permite soluções mais eficazes, alinhando desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e inclusão social.”


Salvador já aplica modelo semelhante

De acordo com o advogado Georges Humbert, vice-presidente de Sustentabilidade da ACB e ligado ao Instituto Brasileiro de Direito Ambiental e Sustentabilidade (Ibrades), o entendimento da PGR consolida uma prática já adotada em diversas cidades.

Ele cita Salvador como exemplo:

  • O ordenamento urbano já considera particularidades locais
  • Há adaptação das regras ambientais à realidade consolidada
  • O modelo busca equilíbrio entre ocupação e preservação

Próximos passos no STF

A ação segue sob relatoria do ministro André Mendonça no STF. A expectativa é que a Corte acompanhe o parecer da PGR, consolidando um novo paradigma para a gestão ambiental urbana no Brasil.


O que está em jogo

A decisão final poderá impactar diretamente:

  • Projetos de urbanização em áreas consolidadas
  • Segurança jurídica para investidores e gestores
  • Políticas públicas de habitação e mobilidade

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Resumo das Políticas

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