Lula reage a ação dos EUA e fala em reciprocidade

Presidente critica possível interferência após saída de delegado brasileiro do território norte-americano

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Lula reage a ação dos EUA e fala em reciprocidade
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (21) que o Brasil pode adotar medidas de reciprocidade após o governo dos Estados Unidos solicitar a saída de um delegado da Polícia Federal do país.

A declaração foi dada durante viagem oficial à Alemanha, após o episódio envolvendo um agente brasileiro ligado à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.

Declaração reforça reação do governo brasileiro

Segundo Lula, o caso foi informado na manhã do mesmo dia. O presidente destacou que, caso seja confirmada alguma irregularidade por parte das autoridades norte-americanas, o Brasil poderá responder na mesma medida.

O chefe do Executivo também criticou o que classificou como possível ingerência externa, reforçando que situações envolvendo cooperação internacional devem seguir regras formais entre os países.

Entenda o caso envolvendo delegado brasileiro

A manifestação partiu do Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos, que informou ter solicitado a saída de um “funcionário brasileiro” do território norte-americano.

Embora não tenha citado nomes, o órgão indicou que o caso envolve um delegado da Polícia Federal associado à prisão de Alexandre Ramagem. A publicação foi feita na rede social X.

De acordo com o comunicado, o servidor teria tentado contornar mecanismos formais de cooperação jurídica internacional, o que motivou a decisão.

Prisão, soltura e pedido de extradição

Alexandre Ramagem foi preso nos Estados Unidos e liberado dias depois, após atuação de autoridades locais. Ele havia deixado o Brasil após condenação pelo Supremo Tribunal Federal.

A decisão judicial determinou pena de 16 anos de prisão em processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. Após a condenação, Ramagem perdeu o mandato e passou a residir fora do país.

Em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o envio de pedido formal de extradição aos Estados Unidos, por meio do Ministério da Justiça.

Cooperação internacional segue sob análise

A Polícia Federal informou que a prisão do ex-deputado ocorreu em cooperação com autoridades norte-americanas, na cidade de Orlando.

O caso segue em acompanhamento pelas autoridades brasileiras e envolve discussões sobre cooperação jurídica internacional, extradição e atuação de agentes em território estrangeiro.

Fonte: Agência Brasil

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