Morre Nilton Nogueira, voz histórica do rádio baiano
Aos 92 anos, radialista deixa uma trajetória marcada por décadas de narrações pela história do futebol da Bahia.

Uma voz que virou memória
Tem vozes que simplesmente narram um jogo. Outras passam a fazer parte da memória de quem aprendeu a amar o futebol pelo rádio.
Nilton Nogueira foi uma dessas vozes.
O rádio esportivo da Bahia perdeu nesta segunda-feira (21) um de seus nomes históricos. Aos 92 anos, morreu o radialista que atravessou décadas acompanhando o futebol baiano e levando as emoções dos gramados aos ouvintes.
Nilton enfrentava uma doença pulmonar nos últimos anos.
Uma vida dedicada ao rádio esportivo
Nascido em Salvador, em 16 de agosto de 1934, Nilton Nogueira começou sua trajetória profissional em 1957, como rádio-escuta da Rádio Sociedade da Bahia.
Dois anos depois, em 1959, veio a primeira narração, pela Rádio Cultura. A carreira também passou pela Excelsior, antes de seu retorno à Rádio Sociedade.
Foi nessa emissora que Nilton alcançou outro momento importante de sua trajetória. Na década de 1980, chegou a comandar a equipe esportiva da Sociedade.
A voz dos grandes momentos do Ba-Vi
Ao longo dos anos, sua voz se tornou presença conhecida nas transmissões da dupla Ba-Vi.
Pelo microfone, Nilton acompanhou gerações de torcedores e ajudou a transformar partidas de futebol em lembranças que permaneceram muito além dos 90 minutos.
Era o rádio cumprindo seu papel de aproximar quem estava longe do estádio da emoção do jogo. E Nilton Nogueira fez parte dessa história.
Entre os colegas, ganhou o apelido de “O Clássico da Bahia Que o Brasil Consagrou”.
A expressão não apenas acompanhou sua trajetória. Também se tornou uma forma de traduzir a dimensão que seu trabalho alcançou dentro do rádio esportivo baiano.
Um capítulo da história do rádio
Nilton Nogueira pertence a uma geração de profissionais que ajudou a construir a identidade do rádio esportivo da Bahia.
Sua caminhada começou ainda na década de 1950 e atravessou diferentes momentos do futebol e da comunicação esportiva.
Foram décadas diante do microfone, acompanhando o futebol da Bahia, de Copas do Mundo, finais de campeonatos nacionais e participando da rotina de torcedores que tinham no rádio uma das principais formas de viver cada partida.
Nesta segunda-feira, o futebol baiano perde uma voz histórica.
E o rádio perde um de seus personagens que ajudaram a transformar narração em memória.




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