Polícia Civil faz mutirão contra racismo e intolerância em Salvador

Delegacia Móvel oferecerá atendimento especializado, registro de ocorrências e oitivas de vítimas em ação voltada à proteção de mulheres negras.

Bahia
Polícia Civil faz mutirão contra racismo e intolerância em Salvador
Foto: Divulgação PCBA

A Polícia Civil da Bahia promove nesta terça-feira (28), em Salvador, um mutirão de atendimento voltado ao combate ao racismo, à intolerância religiosa e à violência contra mulheres negras. A ação contará com uma Delegacia Móvel instalada em frente à sede da instituição, no bairro da Piedade, oferecendo atendimento especializado, registro de ocorrências e acolhimento às vítimas.

Atendimento humanizado e fortalecimento da rede de proteção

A iniciativa integra a programação em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho. A proposta é ampliar o acesso da população aos serviços da Polícia Civil e reforçar as ações de enfrentamento à discriminação racial, à intolerância religiosa e à violência de gênero.

Segundo a diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), delegada Juliana Fontes, o mutirão fortalece a rede de proteção às mulheres negras por meio de um atendimento humanizado e especializado. Ela destaca que a ação busca garantir acolhimento, ampliar o acesso à instituição e assegurar uma investigação qualificada para esses crimes.

Oitivas e novos registros de ocorrências

Além do atendimento ao público, a Polícia Civil realizará oitivas de cerca de 50 vítimas e testemunhas previamente intimadas em procedimentos que investigam crimes de racismo e intolerância religiosa praticados contra mulheres negras. Pessoas que comparecerem espontaneamente também poderão registrar novas ocorrências durante o mutirão, contribuindo para acelerar o andamento das investigações.

De acordo com o titular da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), delegado Ricardo Amorim, a ação busca ampliar o acesso das vítimas aos serviços policiais e fortalecer a responsabilização dos autores. Ele ressalta que as oitivas e os novos atendimentos representam uma resposta mais ágil da instituição e reforçam o compromisso da Polícia Civil com a apuração rigorosa dos crimes motivados por racismo e intolerância religiosa.

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