CBF muda regras e goleiros terão só 8 segundos com a bola
Novas normas entram em vigor imediatamente e também limitam cobranças, substituições e atendimento médico durante as partidas.

As novas regras de arbitragem da CBF já estão valendo nas principais competições nacionais. Entre as mudanças aprovadas nesta segunda-feira (10), uma das que mais chama atenção é o limite de oito segundos para o goleiro permanecer com a bola nas mãos.
A decisão foi tomada em reunião da Confederação Brasileira de Futebol com clubes das Séries A e B, realizada em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. As normas atingem as Séries A, B, C e D masculinas, a Série A1 feminina e a Copa do Brasil.
Objetivo é aumentar o tempo de bola rolando
Segundo a CBF, as alterações seguem determinações da International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pelas regras do futebol. Muitas das medidas já foram utilizadas na última Copa do Mundo.
A entidade busca reduzir as paralisações e aumentar o tempo de bola em jogo. A Fifa trabalha com a meta de pelo menos 60 minutos de bola rolando por partida. Antes da pausa da Copa, a Série A brasileira registrava média de 52 minutos e 54 segundos.
Dez mudanças foram anunciadas
O estudo Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro, elaborado pela CBF com dados da Opta, estima um ganho de 5 minutos e 49 segundos por partida. Em alguns cenários, o acréscimo pode chegar a 6 minutos e 22 segundos.
Entre as novas regras estão cinco segundos para cobranças de lateral e tiro de meta, além de 10 segundos para o jogador deixar o campo durante uma substituição. Atletas atendidos em campo também deverão permanecer fora por pelo menos um minuto.
Outra mudança determina que apenas o capitão converse com o árbitro. Se o goleiro for o capitão, um jogador de linha será escolhido para exercer essa função. O descumprimento pode resultar em cartão amarelo.
VAR também terá novas atribuições
O chamado Protocolo Vini Jr prevê expulsão para quem tapar intencionalmente a boca durante uma discussão com adversários para impedir a leitura labial, independentemente do conteúdo da fala.
O VAR também poderá revisar um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão. A punição poderá ser anulada se a arbitragem constatar que houve erro na aplicação do cartão.
A décima mudança, relacionada à revisão de escanteio concedido por engano, será implementada somente em 2027. A checagem será possível quando o lance levar diretamente a um gol ou pênalti.
Confira as novas regras
- Goleiros: limite de oito segundos com a bola nas mãos. Se ultrapassar, o adversário ganha escanteio.
- Arremesso lateral: cinco segundos para realizar a cobrança. Depois disso, a posse passa ao adversário.
- Tiro de meta: cinco segundos após o apito. O atraso resulta em escanteio para o adversário.
- Substituições: o jogador substituído terá 10 segundos para deixar o campo. Se ultrapassar, o substituto aguardará um minuto.
- Atendimento médico: jogador atendido em campo ficará fora por pelo menos um minuto após o reinício.
- Atendimento ao goleiro: treinador ou capitão indicará um jogador de linha para cumprir o minuto fora.
- Comunicação com o árbitro: somente o capitão poderá falar com o árbitro. O descumprimento gera cartão amarelo.
- Protocolo Vini Jr: tapar intencionalmente a boca durante discussão para impedir leitura labial poderá resultar em expulsão.
- Segundo amarelo: o VAR poderá revisar a punição quando ela resultar em expulsão.
- Escanteio concedido por engano: revisão pelo VAR em lances que levem diretamente a gol ou pênalti, a partir de 2027.
Fonte: Agência Brasil




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