Operação Libertatis mira grupo acusado de sequestros e homicídios

Ação em Eunápolis cumpriu mandados de prisão e apreensão contra investigados por crimes graves no extremo sul da Bahia.

Bahia
Operação Libertatis mira grupo acusado de sequestros e homicídios
Foto: Divulgação SSP/BA

Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, para combater uma organização criminosa investigada por envolvimento em sequestros, torturas, cárcere privado, extorsões, homicídios e ocultação de cadáver.

Batizada de Operação Libertatis, a ação teve como alvo integrantes do grupo apontado pelas investigações como responsável por uma série de crimes na região. Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão expedidos pela Justiça.

Durante as diligências, um dos investigados foi localizado e preso. Outros quatro alvos continuam foragidos e são procurados pelas forças de segurança.

Mandados foram cumpridos em vários bairros

As equipes policiais atuaram nos bairros Pequi, Moisés Reis, Parque da Renovação, Juca Rosa, Centauro e Antares. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos que podem contribuir para o avanço das investigações.

Além das ações externas, dois mandados de prisão também foram cumpridos dentro do Conjunto Penal de Eunápolis contra detentos apontados como participantes dos crimes investigados.

Caso teve início após resgate de motorista por aplicativo

As investigações começaram após o resgate de um motorista por aplicativo, de 33 anos, que foi vítima de sequestro, tortura, extorsão e cárcere privado.

Segundo a Polícia Civil, o homem foi sequestrado em março deste ano depois de aceitar uma corrida. Ele teria sido levado para uma área de mata utilizada pelo grupo criminoso como esconderijo e local de atuação.

Durante a operação de resgate da vítima, os policiais localizaram o cativeiro e foram recebidos a tiros pelos suspeitos, que conseguiram fugir pela vegetação.

Investigações continuam

A partir da identificação dos envolvidos, a Polícia Civil reuniu provas que fundamentaram os pedidos de busca, apreensão e prisão autorizados pela Justiça.

A Operação Libertatis contou com a participação de equipes da Delegacia Territorial de Eunápolis, da 23ª Coorpin, da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM) e do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Descobrimento).

A Polícia Militar também participou da ação por meio da Rondesp Extremo Sul, das CIPE Mata Atlântica e Cacaueira e do 28º Batalhão da PM.

As investigações seguem em andamento para localizar os foragidos e aprofundar a apuração sobre outros crimes atribuídos à organização criminosa.

Fonte: Agência Brasil

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