Operação Mercador prende oito por venda ilegal de armas
Ação da Polícia Civil da Bahia cumpriu 25 mandados em quatro estados e mira esquema que usava documentos falsificados para adquirir armamentos

A Operação Mercador prendeu oito pessoas nesta segunda-feira (28) durante uma ofensiva da Polícia Civil da Bahia contra um esquema investigado por compra e comercialização clandestina de armas e munições.
A operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em quatro estados. Durante as diligências, foram apreendidos cinco veículos, nove celulares, três notebooks, três armas de fogo, munições, R$ 5 mil em dinheiro e documentos.
A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens e valores relacionados aos investigados.
Prisões ocorreram na Bahia, Rio e Ceará
Na Bahia, quatro pessoas foram presas: três em Salvador e uma em Lauro de Freitas. No Rio de Janeiro, duas prisões ocorreram na capital.
As outras duas detenções foram realizadas no Ceará, sendo uma em Fortaleza e outra em Icapuí. As equipes também cumpriram diligências em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Entre os presos em Salvador está um casal que mora no Rio de Janeiro e é apontado pela investigação como integrante da liderança do grupo.
Documentos falsos eram usados para comprar armas
De acordo com a investigação, o casal utilizava documentação falsificada para obter registros de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). A partir desses registros, os investigados conseguiam adquirir armas e munições.
Parte dos armamentos comprados pelo grupo foi posteriormente localizada com integrantes de organizações criminosas. Segundo a apuração, as armas seriam destinadas à revenda para esses grupos.
Investigado no Ceará é suspeito de lavar dinheiro
Um dos alvos presos no Ceará já exerceu os cargos de vice-prefeito e vereador. Ele é apontado pela investigação como responsável pela lavagem do dinheiro obtido com a comercialização clandestina dos armamentos.
A apuração também identificou movimentações financeiras relacionadas ao investigado e ao casal apontado como liderança do esquema.
Polícia Civil da Bahia coordenou investigação
A investigação foi realizada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (DESARME), unidade do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACO).
A ação contou ainda com apoio operacional do Departamento de Repressão e Combate ao Narcotráfico (DENARC), Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), Departamento de Inteligência Policial (DIP) e Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM).




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