Operação Prize combate venda irregular de canetas emagrecedoras na Bahia

Polícia Civil cumpre mandados em Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana e apreende medicamentos, seringas e celulares

Bahia
Operação Prize combate venda irregular de canetas emagrecedoras na Bahia
Foto: Henrique Coelho / Ascom-PCBA

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (10), a Operação Prize para desarticular um esquema investigado por comercializar irregularmente substâncias divulgadas como canetas emagrecedoras. A ação foi realizada em Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana e também apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de rifas digitais.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos três municípios. A operação é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Coordenação de Operações, responsável pelas investigações do caso.

Medicamentos de origem desconhecida estão entre os alvos

Segundo a Polícia Civil, as apurações concentram-se no comércio ilegal de medicamentos supostamente adulterados e de procedência desconhecida, vendidos como canetas emagrecedoras. A investigação busca identificar a origem dos produtos e o funcionamento da rede de distribuição.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam seringas com material fracionado e pronto para comercialização, ampolas contendo substâncias utilizadas na manipulação dos medicamentos, canetas emagrecedoras e aparelhos celulares que passarão por análise.

Investigação também mira lavagem de dinheiro

Além da comercialização irregular dos produtos, a Operação Prize investiga a possível utilização de rifas digitais para movimentação e ocultação de recursos financeiros ligados ao esquema criminoso.

Cerca de 30 policiais civis participaram da ação, com equipes do DEIC, da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) e das Delegacias de Repressão a Furtos e Roubos de Salvador e Feira de Santana. A operação contou ainda com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a origem dos medicamentos e a estrutura financeira utilizada pelos suspeitos.

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