Salvador sedia encontro nacional sobre combate ao crime
Especialistas e autoridades discutem recuperação de ativos e cooperação policial durante evento promovido pelo Ministério da Justiça.

Salvador recebe, até sexta-feira (15), o primeiro encontro das Redes Nacionais de Unidades Especializadas de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim) e de Recuperação de Ativos (Recupera), iniciativa promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O evento reúne representantes das forças de segurança, do Judiciário e especialistas de diversos estados para debater estratégias de combate ao crime organizado e fortalecimento da política de recuperação de ativos.
A programação ocorre na Universidade SENAI CIMATEC e tem como foco ampliar a cooperação entre estados e o Governo Federal. Entre os temas debatidos estão a asfixia financeira de organizações criminosas, o aperfeiçoamento das investigações e o uso de patrimônios apreendidos para fortalecer a estrutura das polícias civis.
Cooperação policial e combate ao crime organizado
No segundo dia do encontro, especialistas discutiram desafios relacionados ao combate ao crime organizado dentro do sistema penitenciário, além da cooperação jurídica e policial internacional. Participaram delegados vinculados aos departamentos de repressão à corrupção, crime organizado e lavagem de dinheiro, além de representantes do Poder Judiciário.
O coordenador-geral de Combate ao Crime Organizado do Ministério da Justiça, Getúlio Monteiro, destacou a importância da integração entre os estados. Segundo ele, o programa federal Brasil Contra o Crime Organizado fortalece a atuação conjunta das forças de segurança em todo o país.
A delegada-geral adjunta da Polícia Civil da Bahia, Márcia Pereira, afirmou que sediar a primeira edição do encontro reforça o protagonismo da Bahia nas ações de enfrentamento ao crime organizado e no compartilhamento de experiências entre os estados.
Recuperação de bens ganha destaque
A recuperação de ativos foi um dos principais temas debatidos durante o encontro. O presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC), Márcio Gutierrez, defendeu que a gestão dos bens apreendidos precisa fazer parte da estratégia de combate ao crime organizado.
Segundo ele, além da apreensão de patrimônios obtidos ilegalmente, é necessário garantir a destinação adequada desses recursos para fortalecer políticas públicas. Delegados da Polícia Federal e das Polícias Civis também apresentaram experiências e acordos de cooperação para agilizar a recuperação de bens e valores.
Evento segue até sexta-feira
A rede Recupera já conta com adesão das 27 Polícias Civis do país e possui 25 unidades especializadas em funcionamento. Para o delegado da Polícia Federal em Minas Gerais, Bruno Zampier, congelar patrimônios ligados a atividades ilícitas aumenta a efetividade das investigações e reforça os fundos públicos.
Além dos debates técnicos, o encontro apresenta equipamentos e novas tecnologias voltadas ao trabalho das forças de segurança. A iniciativa é realizada em parceria entre a SSP-BA, Senasp, Polícia Civil da Bahia, Tribunal de Justiça da Bahia e Ministério Público da Bahia.




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