Salvador terá rede com 10 mil câmeras e IA para reforçar segurança
Projeto Salvador Segura integra câmeras públicas e privadas, reconhecimento facial e leitura de placas para ampliar o combate à criminalidade.

Salvador Segura é o novo projeto da Prefeitura para ampliar o monitoramento da capital com tecnologia de inteligência artificial, reconhecimento facial e leitura de placas de veículos. Lançada nesta quinta-feira (30), a iniciativa prevê a integração de cerca de 10 mil câmeras públicas e privadas a um sistema de monitoramento em tempo real, com o objetivo de fortalecer a prevenção e o combate à violência.
Prefeitura vai ampliar videomonitoramento e integrar órgãos de segurança
Segundo o prefeito Bruno Reis, Salvador já possui cerca de 3,5 mil câmeras instaladas e receberá outras 2 mil, elevando o total de equipamentos próprios para aproximadamente 5 mil. Além disso, a Prefeitura adquirirá 10 mil licenças de software para permitir que câmeras públicas e privadas façam reconhecimento facial e leitura de placas, desde que atendam aos requisitos técnicos definidos pelo município.
A gestão municipal também firmou um convênio com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e a Polícia Federal para compartilhar informações em tempo real. A integração permitirá consultar dados sobre pessoas com mandados de prisão em aberto, desaparecidos e veículos com registro de furto ou roubo, aumentando a eficiência das ações das forças de segurança.
Sistema atuará também em acidentes, emergências e grandes eventos
O Salvador Segura reunirá câmeras instaladas em escolas, unidades de saúde, Prefeituras-Bairro, Cras, Creas e outros equipamentos públicos, além de dispositivos da iniciativa privada localizados em pontos estratégicos. A operação será compartilhada entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit), Guarda Civil Municipal (GCM), Defesa Civil (Codesal), Transalvador, Samu e SSP-BA.
Inspirado no programa Smart Sampa, o sistema busca criar uma rede integrada capaz de identificar situações de risco, localizar pessoas desaparecidas, reconhecer foragidos da Justiça e apoiar investigações policiais. A plataforma também auxiliará no gerenciamento de acidentes de trânsito, eventos climáticos, grandes aglomerações e atendimentos de urgência, permitindo respostas mais rápidas do poder público.
O funcionamento será implantado de forma gradual. De acordo com a Semit, a primeira etapa será dedicada ao refinamento do cruzamento de informações e à validação dos dados, combinando análise humana com inteligência artificial para reduzir ocorrências de identificações incorretas e aumentar a precisão do sistema.




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