Setor produtivo cobra debate técnico sobre redução da jornada
Audiência na Câmara discutiu impactos econômicos da PEC que prevê semana de trabalho de 36 horas.

A proposta de redução da jornada de trabalho voltou ao centro dos debates em Brasília. Durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (18) na Câmara dos Deputados, representantes do setor produtivo defenderam mais aprofundamento técnico antes de mudanças na legislação trabalhista. O encontro discutiu os impactos da PEC 221/2019, que prevê redução gradual da carga horária ao longo de dez anos.
A audiência reuniu representantes da indústria, comércio, transporte, agronegócio, saúde e sistema financeiro. O presidente da comissão especial, Alencar Santana, afirmou que o colegiado segue ouvindo diferentes setores econômicos e sindicais para ampliar o debate sobre a proposta.
Entre os convidados, Paulo Cavalcanti, vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, destacou que o empresariado não é contra relações de trabalho mais modernas, mas alertou para possíveis impactos na produtividade, competitividade, geração de empregos e investimentos. Segundo ele, qualquer mudança precisa considerar as diferenças entre os setores da economia.
Custos e tecnologia entram na discussão
O autor da PEC, Reginaldo Lopes, relacionou o debate ao avanço da tecnologia e da inteligência artificial, defendendo que os trabalhadores tenham mais tempo para qualificação profissional. Já o presidente da Confederação Nacional do Transporte, Vander Francisco Costa, afirmou que mudanças bruscas podem elevar custos operacionais e impactar os preços ao consumidor.




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