Jorge Amado: 25 anos sem o escritor que eternizou a Bahia

Autor de clássicos da literatura brasileira segue inspirando gerações e mantém vivo o legado cultural durante a Flipelô, em Salvador.

Arte e Cultura Bahia
Jorge Amado: 25 anos sem o escritor que eternizou a Bahia
Foto: Fundação Casa de Jorge Amado/Divulgação

Vinte e cinco anos após sua morte, Jorge Amado continua sendo um dos maiores símbolos da cultura brasileira. Autor de obras que atravessaram gerações, o escritor transformou Salvador, o Recôncavo e o povo baiano em personagens universais, consolidando um legado que segue inspirando leitores dentro e fora do país.

Escritor retratou a Bahia como poucos

Durante a 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), o historiador Rafael Dantas definiu Jorge Amado como alguém que registrou a essência de Salvador por meio da literatura. Segundo ele, o escritor conseguiu retratar a cidade, seus costumes, sabores e conflitos sociais com a mesma naturalidade de um registro fotográfico, tornando-se uma referência para compreender a história e a identidade do Brasil.

Ao longo de sua trajetória, Jorge Amado escreveu clássicos como Gabriela, Cravo e Canela, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste e Tereza Batista Cansada de Guerra. Suas obras abordam temas como desigualdade, racismo, relações de trabalho e questões de gênero, sempre colocando o povo baiano no centro das narrativas.

Legado permanece vivo entre leitores e familiares

Filha do escritor, Paloma Jorge Amado participou das homenagens realizadas durante a Flipelô e afirmou que a ausência do pai ainda é sentida diariamente. Ela destacou que o maior legado deixado por Jorge Amado é a defesa do humanismo, da igualdade e do combate aos preconceitos, valores que continuam atuais.

A presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, Angela Fraga, lembrou que os 25 anos da morte do autor coincidem com os 40 anos da instituição responsável por preservar seu acervo. Segundo ela, visitantes de diversas partes do mundo chegam à Bahia motivados pela leitura de livros como Jubiabá, reforçando o papel do escritor como um dos principais divulgadores da cultura baiana. O escritor Domingos Ailton também destacou a atualidade da obra de Jorge Amado e sua influência sobre novos autores.

Flipelô celebra a obra do escritor

Criada para homenagear o aniversário de nascimento de Jorge Amado, celebrado em 10 de agosto, a Flipelô completa dez anos em 2026. A programação começou na última terça-feira (4) e segue até domingo (9), no Pelourinho, em Salvador. A expectativa dos organizadores é receber cerca de 250 mil pessoas durante o evento, considerado a maior festa literária da Bahia.

Fonte: Agência Brasil

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