Ex-ministros e sociedade civil manifestam apoio a Fachin em meio à crise no STF

Um grupo formado por ex-ministros de Estado, economistas, empresários e representantes da sociedade civil divulgou neste domingo (13) uma carta de apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. O documento manifesta respaldo às medidas adotadas pelo magistrado diante da crise que atinge a Corte e defende uma apuração rigorosa das acusações que vieram a público nas últimas semanas.
Os signatários afirmam que a investigação dos fatos e eventual responsabilização de quem tenha cometido irregularidades são necessárias para recuperar a confiança nas instituições e preservar a democracia.
A carta também pede reformas institucionais urgentes no STF, com o objetivo de fortalecer a atuação colegiada, garantir maior imparcialidade nos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer regras de conduta mais rigorosas e ampliar a transparência e o controle social sobre os ministros.
Entre os signatários estão os ex-ministros Pedro Malan, Armínio Fraga, Miguel Reale Jr. e José Eduardo Cardozo, além do economista Pérsio Árida e do jornalista Eugênio Bucci.
Carta cobra transparência em sessão do STF
O documento foi endereçado a Fachin e destaca a necessidade de que as investigações e a sessão plenária extraordinária marcada para 15 de setembro ocorram com ampla transparência e de forma pública, conforme previsto no artigo 93, IX, da Constituição Federal.
Os autores classificam o momento como uma das mais graves crises enfrentadas pelo Supremo e pela República brasileira. Para o grupo, a apuração dos fatos deve seguir o devido processo legal, com responsabilização caso sejam comprovadas violações à lei ou à dignidade dos cargos públicos.
A carta também sustenta que o STF não deve permitir que sua atuação seja influenciada por interesses pessoais, políticos ou econômicos que possam comprometer a democracia



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