Presidenciáveis iniciam campanha eleitoral pelo país
Candidatos começaram neste domingo (16) os primeiros atos oficiais, com agendas em diferentes estados e propostas para áreas como segurança e economia.

Os candidatos à Presidência da República deram início neste domingo (16) às atividades de campanha nas ruas. A propaganda eleitoral está liberada a partir desta data pelo calendário da Justiça Eleitoral.
Segundo a Lei das Eleições e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os atos de campanha poderão ocorrer até 3 de outubro, um dia antes do primeiro turno.
Os comícios estão autorizados das 8h à meia-noite até 1º de outubro.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou oficialmente a campanha em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo. O primeiro comício ocorreu no Estádio da Vila Euclides.
O local tem relação com a trajetória política de Lula. O estádio foi palco de assembleias de trabalhadores das metalúrgicas do ABC durante greves realizadas em 1979.
No discurso, Lula pediu participação ativa dos apoiadores e apresentou temas que devem marcar sua campanha. Entre eles estão soberania, políticas sociais, papel da mulher e segurança pública.
O presidente também falou sobre a disputa com partidos de direita e afirmou que pretende impedir o retorno da direita ao governo.
Na área de segurança, Lula defendeu propostas como a criação do Ministério da Segurança Pública e a aprovação de uma lei de combate ao crime organizado. Ele destacou a necessidade de atingir os principais beneficiários das atividades criminosas.
O ato também contou com políticos do PT de diferentes regiões do país. Benedita da Silva, candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, representou os candidatos ao Legislativo.
Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro escolheu a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para abrir oficialmente sua campanha. O local já recebeu manifestações de apoiadores do bolsonarismo nos últimos anos.
O candidato chegou ao carro de som por volta das 11h30. Ele estava acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, da mãe, Rogéria, e da esposa, Fernanda.
Durante o ato, Flávio exibiu áudios do pai, Jair Bolsonaro, e afirmou que pretende dar continuidade ao legado do ex-presidente, que governou o país entre 2019 e 2022.
O candidato também defendeu Jair Bolsonaro e declarou considerar injusta a prisão do ex-presidente.
Entre suas propostas, Flávio afirmou que pretende indicar quatro novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleito.
A segurança pública ocupou parte importante do discurso. Ele prometeu classificar milícias e organizações do tráfico de drogas como terroristas, reduzir a idade penal e combater roubos, furtos e feminicídios.
Na economia, criticou a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, e falou em medidas para reduzir a inflação para a classe média. Também defendeu cortes de gastos e de cargos nos primeiros dias de governo.
Ronaldo Caiado (PSD)
Ronaldo Caiado iniciou sua campanha em Goiás, estado que governou de 2019 a março deste ano. O candidato percorreu cidades próximas ao Distrito Federal.
A agenda passou por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental. O ato terminou em Luziânia.
Caiado afirmou que disputa a eleição com o objetivo de tirar o PT do poder. Também declarou que não apoiará Lula caso não chegue ao segundo turno.
A posição contrasta com declaração do presidente do PSD e vice de Caiado, Gilberto Kassab, que afirmou no sábado que partidos do chamado Centrão estão com Lula.
O candidato também disse que nunca apoiou Lula e afirmou que o primeiro turno definirá quem será o candidato de oposição a enfrentar o atual presidente na etapa seguinte.
Caiado apresentou como resultados de sua gestão em Goiás ações nas áreas de segurança pública, educação e saúde. Também defendeu responsabilidade orçamentária e equilíbrio fiscal.
Romeu Zema (Novo)
Romeu Zema começou sua campanha em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. O candidato participou de uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José.
Depois, esteve em um almoço com candidatos do Novo que disputam vagas para a Câmara dos Deputados.
Durante o discurso, Zema criticou o governo Lula e afirmou acreditar que chegará ao segundo turno. Segurança pública e combate à corrupção estiveram entre os temas apresentados.
Renan Santos (Missão)
O primeiro ato de Renan Santos ocorreu no Largo São Francisco, no centro de São Paulo.
O evento reuniu apoiadores, entre eles o deputado federal Kim Kataguiri, o ex-deputado estadual Arthur do Val e Amanda Vettorazzo.
Renan Santos abordou temas como empreendedorismo, segurança pública e assistencialismo. Também afirmou que pretende apresentar uma alternativa política para o país.
Augusto Cury (Avante)
Augusto Cury abriu a campanha em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
O candidato apresentou pontos de seu plano de governo e citou projetos para a área da Saúde. Também afirmou que pretende manter um governo voltado à escuta da população.
Durante o encontro, Cury declarou que sua proposta não está baseada na divisão entre direita e esquerda, mas na ideia de representar a família brasileira.
Hertz Dias (PSTU)
Hertz Dias realizou atos em São Paulo. O candidato caminhou com apoiadores pela Avenida Paulista e também participou de atividades em São José dos Campos, no interior do estado.
O candidato apresentou entre suas principais propostas a reestatização de empresas consideradas estratégicas.
Hertz Dias afirmou que a riqueza produzida no país está concentrada nas mãos de banqueiros, multinacionais e grandes empresários.
O candidato defendeu uma campanha voltada aos trabalhadores e apresentou a proposta como alternativa à concentração de riqueza.
Outros candidatos
Samara Martins, da Unidade Popular (UP), realizou em São Paulo um evento de lançamento de campanha com militantes do partido.
Edmilson Costa, do PCB, programou uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube para a noite deste domingo.
Não divulgaram agenda para este domingo os candidatos Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata) e Pablo Marçal (PRTB).
Fonte: Agência Brasil




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